Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/11/2019
Em 1954, o médico Joseph Murray realizou o primeiro transplante de órgão vital, conseguiu assim, um Nobel de Medicina. No entanto, a substancial parcela dos brasileiros mostra-se indiferente à conquista de Murray, de modo que não há educação para influenciar as pessoas a serem doadoras no Brasil. Assim, para modificar esse problema, a falta de educação e a omissão do Estado devem ser desconstruídos.
Em primeiro plano, é importante esclarecer como a educação, no cenário brasileiro, está diretamente associada à falta de doações de órgãos. Sob a perspectiva filosófica de Platão: “A orientação inicial que alguém recebe da educação marca sua conduta ulterior”. Ou seja, segundo a máxima de Platão, no âmbito brasileiro, não existem pautas que eduquem a sociedade de como é importante a doação de órgãos. Sobre isso, de acordo com a Associação de Transplante de Órgão, apenas 1800 doações das 6 mil possíveis em 2012 foram autorizadas pelos familiares dos pacientes. O que agrava o problema.
Por conseguinte, outro fator para esse problema é o descompromisso do Estado no que concerne à criação de palestras educacionais que sugerem a população, a necessidade das doações de órgãos. Seguindo essa lógica, Thomas Hobbes defendia que, o Estado é responsável por garantir o bem-estar social da população, entretanto, isso não ocorre no país. Devido à falta de atuação das autoridades, muitas pessoas desconhecem o valor da doação, pois não existem ensinos capaz de estimular a reflexão sobre o problema, proposta defendida por Paulo Freire.
Destarte, o Estado, com seu caráter socializante e abarcativo, deverá por meios de direcionamento de capital para o Ministério da Educação, em que será revertido em ensinos através de apostilas e e-books nas aulas de biologia, ensinando o aluno sobre a importância da doação de órgãos, no intuito de conscientizar os jovens acerca desse problema. O MEC, deverá, também, criar palestras com o intuito de explicar para todos, por meios de médicos preparados para responder as perguntas da sociedade de como é importante a doação de órgãos, aumentando assim, o número da pesquisa feita pelo ABTO.