Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 08/11/2019

Os entraves dos Heróis contemporâneos

A Revolução Técnico-Científica do século XX proporcionou a Medicina uma série de melhoras e desenvolvimento em vários aspectos, entre eles a doação de órgãos. No Brasil, o número de doadores aumentou 15% no último ano, atingindo o posto de segundo país com mais transplantes do mundo. Entretanto esse procedimento ainda é visto como um tabu por uma parcela da sociedade, devido à resistência das famílias à doação e a falta de estrutura em hospitais para a realização dos procedimentos.

Atualmente, a doação de órgãos (incluindo tecidos) pode ser feita em vida, desde que o voluntário esteja em plena saúde ou em casos de morte encefálica, deixando o seu desejo claro para a família. Tal técnica teve início nas décadas de 1960 e 1970, nos Estados Unidos, portanto, ainda é recente na história da humanidade. Devido a isso, existem algumas barreiras que ainda são encontradas entre os familiares, como o preconceito e a desinformação sobre o assunto, reflexos da baixa divulgação social e nas mídias.

Ademais, outra barreira que acaba sendo encontrada é a falta de estrutura na maioria dos hospitais, além do baixo nível de formação específica sobre o assunto nas faculdades de Medicina. Os cirurgiões e hospitais mais capacitados e desenvolvidos ficam localizados nas regiões Sul e Sudeste, demonstrando o desequilíbrio na rede de saúde do país, visto que, regiões como Norte e Nordeste demonstram números bem menores de transplantes, hospitais e doadores.

Evidencia-se, portanto, a necessidade de uma melhora sobre o tema no Brasil. O Ministério da Saúde, através do SUS e do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) em conjunto com as principais mídias sociais e televisivas, devem realizar ações sociais e campanhas com profissionais da saúde em escolas e bairros, mostrando os benefícios, as isenções de taxas, e o lado humanitário. Bem como um maior investimento em hospitais e incentivos a qualificação e especificação dos profissionais da área, visando um maior quantitativo e distribuição dos mesmos pelo país, ajudando a salvar um número cada vez maior de vidas, além da diminuição do preconceito.