Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 16/01/2020

Ao longo das décadas a medicina e suas evoluções enfrentam embates diante da sociedade, entre eles, o dilema da doação de órgãos no Brasil. A priori pela falta de conhecimento e a posteriori por questões da ética religiosa.

É indubitável perceber, inicialmente, que mesmo há tanto tempo de existência do processo de doação de órgãos ainda é precário o número de doadores. De acordo com o sociólogo Émille Durkheim “solidariedade social é fruto da consciência coletiva”. Assim sendo, é perceptível que a compreensão sobre tal temática é essencial para que alguns tabus sejam quebrados, já que há uma situação que envolve ideologias e comportamentos humanos diversos. Logo, como efeito disso, as pessoas tornariam-se mais altruístas.

Outrossim, é importante salientar que a doação de órgãos só é possível se houver a autorização da família(em caso de doação após a morte). Ademais, há questões religiosas em que algumas instituições não aceitam que seus fiéis doem por conta da crença. Dessarte, cabe enfatizar que o Iluminismo possibilitou o uso da razão em detrimento das ideias religiosas, porém a esperança e a fé pela ressurreição ainda é um ponto forte.

Dado o exposto, é proeminente, portanto, que se tomem medidas para mitigar os imbróglios da doação de órgãos. Para isso, o Estado, por meio do Ministério da Educação, que é encarregado dos assuntos relativos ao ensino, deve introduzir nas escolas projetos informativos sobre a doação de órgãos, a fim de estimular a solidariedade social.