Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 04/02/2020

Um órgão, uma vida

Encarar a morte é algo que a vida não nos prepara. Lidar com a perda do ente querido, com a dor e a saudade são sentimentos que muitas vezes fogem do controle nesse momento, momento este que também pode ser o mais importante e o inicio de uma nova vida para outra pessoa.

Cerca de 35.000 pessoas esperam na fila unica de transplantes para tentar a chance de um recomeço com um novo órgão. Com 95% de todos os procedimentos sendo realizados pelo SUS, um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, ainda faltam os doadores, o que impossibilita um andamento digno dessa fila, apesar do grande crescimento de doações nos últimos anos.

Em muitos casos, entre os 44% de negação para doar, o que corre é a falta de comunicação coerente entre profissionais e familiares que muitas vezes não possuem conhecimento sobre os procedimentos e o grande beneficio desse ato de solidariedade para os que muito esperam. Podendo salvar a vida de mais de 5 pessoas com os órgãos sólidos e muitas outras com os demais tecidos, como pele e córneas.

Por todos esses aspectos, entende-se que para que haja uma efetiva evolução no quadro das doações, é necessário dialogo entre os familiares, deixando claro a sua vontade em ser um futuro doador. Também é fundamental a preparação correta dos profissionais para que possam compreender melhor cada quadro clinico e identificar possíveis doadores, além de um melhor preparo para lidar inclusive com a família no momento do questionamento sobre a doação, levando as informações corretas e de maneira empática a todos.