Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 12/02/2020

Concedendo uma vida

“Sem cultura moral não haverá nenhuma saída para os homens”. A máxima de Albert Einstein descreve plenamente a atual situação da sociedade brasileira, uma vez que, lamentavelmente, 47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Isso se deve à carência estrutural e falta de informação.

Como análise inicial, cabe ressaltar que é dever do Estado, segundo a Constituição brasileira, assegurar com absoluta prioridade, direito a saúde e uma boa condição de vida. No âmbito letivo, os padrões míopes da sociedade transformam o corpo social em um antro de preconceitos e violência que, draconianamente, subjuga o cidadão a estagnação. Tal situação, em longo prazo, tende, infelizmente, a restaurar o principal sentimento da sociedade primitiva: a ignorância.

Em conjunto a esse grave problema, a influência cultural nos casos de ausência de esclarecimento representa uma grave questão a ser discutida. Como algumas de suas vertentes a propagação de falácias sem fundamento, o que acarreta a perda de identidade e banalização da saúde evidenciando uma sociedade inculta. Esse impasse se relaciona diretamente ao proposito de Einstein, tendo em vista a subordinação e segregação do indivíduo em relação ao meio em que está inserido.

Para que os fatos apresentados deixem de ser apenas uma proposição teórica é necessário, portanto, maior mobilização do governo. Nesse sentido, torna-se inevitável a promoção de palestras públicas com o intuito de difundir alternativas para os casos insipiência; outrossim, é mister que haja a implementação do assunto nos conteúdos curriculares com o fito de propagar e despertar o interesse no assunto, além de instigar uma atitude crítica que permita a análise e debate sobre as perenes controvérsias das relações interpessoais. Espera-se com isso que a isonomia participativa dos jovens substitua a visão deturpada dessa problemática.