Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 25/03/2020
É indubitável que a doação de órgãos deriva de um ato de solidariedade. Nesse sentido, o jornalista Jonathan Mann afirmou: “a solidariedade é a pedra fundamental de uma nova era na saúde pública”. Sendo assim, é master compreender os empecilhos de exercer a solidariedade plena, como também meios de superá-los.
Mormente, é fundamental pontuar que a decisão de doar ou não os órgãos cabe a família do indivíduo falecido. Nesse contexto, é interessante observar a fala do economista Paul Pilzer: “não podemos prever o futuro, mas poder criá-lo.” Destarte, é de suma importância a necessidade de se conversar a respeito da doação de órgãos em família, para que o futuro criado seja de esperança. Essa necessidade é reflexo do dado da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, que afirma que a negativa familiar é o principal motivo para que um órgão não seja doado.
Em segundo plano, se faz necessário observar o papel desempenhado por profissionais da saúde. Apesar do Brasil possuir o maior programa público de transplante de órgãos do mundo, segundo dados do MEC, ainda há detalhes que podem ser melhorados. Os profissionais da saúde precisam ser treinados e estarem preparados para agirem com rapidez e eficiência na hora de notificar a existência de um órgão disponível para o transplante. Haja vista que, por se tratar de tecidos vivos, o tempo de conservação extracorpórea varia bruscamente e é determinante no sucesso da operação.
Sendo assim, tendo em vista os dilemas, faz-se necessário meios de suplantá-los. Cabe ao Governo, por meio do Ministério da Saúde (MS), realizar parcerias com Iniciativas Privadas, donas de meio de comunicação, a fim de realizarem campanhas de conscientização por meio de propagandas. Visando estimular a conversa familiar sobre o tema com o objetivo de diminuir as negativas. Também é de responsabilidade do MS parcerias com hospitais privados na realização de cursos de capacitação que visem melhorar o desempenho dos profissionais de saúde.