Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 27/03/2020
Na série televisiva “Grey’s Anatomy” é retratada a dificuldade com a qual a médica Izzie Stevens lida para encontrar um novo coração para o seu paciente, Denny. Fora das telas, tais empecilhos também são um problema no Brasil, tendo em vista que a doação de órgãos ainda é um dilema no país. Tal problemática compromete a vida de milhares de pessoas e tem como causas a falta de ações governamentais e de aprovação familiar.
Apesar de dados do Ministério da Saúde comprovarem que o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, é evidente que o assunto ainda é um desafio a ser discutido no território. Lamentavelmente, não há um alto investimento em políticas públicas que atuem na disseminação da ideia de doação de órgãos em todas as esferas da sociedade. São consequências de tal fato a escassez de conhecimento da população sobre o assunto e os contratempos que os profissionais da saúde enfrentam para conseguirem transportar essas estruturas.
Nesse mesmo viés, é importante analisar que o comportamento dos parentes de possíveis doadores é mais um entrave para o contexto abordado. Segundo a lei 9.434, só é permitida a doação de órgãos quando constatada a morte cerebral do paciente e quando houver consentimento familiar, permitindo que o transplante seja executado. Porém, grande parte das famílias não autoriza o procedimento, o que levou o médico Americano Robert Test a escrever o Poema “To Remember Me”, em que o autor sensibiliza os leitores sobre a importância da doação de órgãos.
Diante desse panorama, é essencial que medidas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Saúde promover a comoção na sociedade por meio campanhas nas redes sociais, televisão e nas ruas com auxílio dos órgãos midiáticos, contando com propagandas de fácil entendimento que sejam inseridas nos meios de comunicação e nos espaços públicos, evidenciando em tais veículos a importância da doação de órgãos. Com isso, espera-se que haja um aumento no número de transplantes no Brasil e que mais pessoas tenham oportunidade a uma segunda chance de vida.