Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 18/04/2020

A série norte-americana “Grey’s Anatomy” aborda em um de seus episódios sobre um acidente de carro que resulta em duas irmãs com morte encefálica, podendo assim salvar várias vidas com a doação de órgãos. Porém, os pais das meninas não autorizam tal feito e assim acabam com a esperança de vários pacientes. Infelizmente, fora das telas a doação de órgãos e tecidos também enfrenta dilemas na sociedade brasileira.

Certamente, a doação de órgãos até atingir o seu sucesso requereu muito estudo e experimento. Durante a Segunda Guerra Mundial, os médicos nazistas ao fazerem experimentos hediondos nos judeus, contribuíram para o avanço dessa parte da medicina. Satisfatoriamente, o Brasil conseguiu obter e desenvolver tais técnicas a ponto de ser, segundo a Associação Brasileira de Transplantes (ABTO), o maior sistema público de transplantes e o segundo maior transplantador do mundo.

No entanto, da mesma forma, a ABTO aponta que em 2018 havia mais de trinta mil pessoas na lista de espera e que 47% dos familiares de pessoas com morte encefálica se recusam a conceder os órgãos. Ou seja, a grande infraestrutura que o Brasil tem não está sendo devidamente aproveitada pela falta de conhecimento concreto dos cidadãos sobre o assunto. Lamentavelmente, muitos ainda não sabem que o óbito cerebral é a perda completa e irreversível das funções cerebrais e que os órgãos só continuam funcionando por causa dos aparelhos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver os impasses. O Ministério das Comunicações e o Ministério da Saúde devem se juntar para promoverem campanhas eficientes sobre a temática a fim de conscientizar a população, estimulando a discussão do tema em âmbito familiar. Através de propagandas, documentários e filmes com a linguagem acessível. Desse jeito, casos como o de “Grey’s Anatomy” iriam diminuir e vários seres humanos poderiam ter uma nova chance de viver.

Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de órgãos (ABTO) o Brasil apresenta o maior sistema público de transplantes e é o segundo maior transplantador do mundo, só perde para os EUA. No entanto, no ano de 2018 havia mais de trinta mil pessoas na lista de espera, tal acúmulo ocorre devido a falta de doadores. Há infra-estrutura,