Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 28/04/2020
A doação de órgãos no Brasil teve um aumento significativo nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde (MS). Entretanto, se comparado à taxa de morte encefálica de pessoas saudáveis e a elevada fila de espera para transplantes, as doações podem ser consideradas escassas. Evidentemente, a falta de esclarecimento da população quanto aos riscos de transplantes, gera a necessidade da enfatização de campanhas pró-doações por parte do Ministério da Saúde e do Governo Federal.
De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 67% dos pacientes cadastrados em fila de espera aguardam por um rim e cerca de 26% da demanda, é pela córnea. Hodiernamente, dados do Ministério da Saúde indicam que é doado principalmente medula óssea e fígado, devido as propriedades regenerativas desses órgãos, há possibilidade de transplante com o doador vivo e saudável.
A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) já informou que os diagnósticos de morte cerebral são os mais garantidos e estima-se que um doador pode ajudar até nove pessoas, bastando apenas autorização da família e comprovação de compatibilidade sanguíneas e outras características.
Mediante o exposto, torna-se necessário que o Estado e o Ministério da Saúde realizem iniciativas de correntes pró-doações, esclarecendo fatos científicos que comprovam a certeza do diagnóstico por morte encefálica, informando a população quanto aos benefícios, na tentativa de aumentar o índice de doadores definitivos legais, diminuir as listas de espera e diminuir o índice de doações ilegais e perigosas.