Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 18/05/2020

Em 1954, o médico Joseph Murray realizou o primeiro transplante bem sucedido da história: uma doação de rim. Entretanto, o feito de Murray enfrenta problemas para diários para ser realizado, uma vez que existem impasses para a doação de órgãos no Brasil. Logo, não só a negação familiar em doar os órgãos de seus entes, como também o déficit na comunicação da família nesse assunto, contribuem para esse cenário antagônico.

É importante ressaltar, em primeiro lugar, a relevância da autorização familiar para a realização do procedimento. Desse modo, em 2017, a doação de órgãos no Brasil, antes presumida pelo doador em vida, foi alterada para consentida, sendo requerida a permissão da família. Tal mudança prejudica a realização de transplantes, haja vista que, por razões emocionais, os familiares exitam em o outorgar.

Além disso, o ato de não comunicar o interesse em ser doador também contribui para a problemática. Segundo o médico José Medina, a principal justificativa dos parentes em não consentir é a ausência de diálogo sobre o assunto com o possível doar em vida. Assim, enquanto a falta de comunicação sobre o desejo de doar se mantiver, a sociedade conviverá com um dos mais graves obstáculos para a saúde coletiva: a indisponibilidade de órgãos para o transplante.

Depreende-se portanto, a necessidade de medidas para a resolução dos impasses. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde promover a divulgação de informações acerca da importância da conversa familiar sobre a doação de órgãos, por meio das mídias, como canais de televisão e redes sociais, com a participação de médicos e psicólogos que tenha m experiência do assunto, a fim de elevar o número de doações de órgãos em todo o território nacional.