Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/05/2020

Para o pensador inglês Matthew Quick,“quando nosso coração está repleto de empatia,um forte desejo de eliminar o sentimento alheio surge dentro de nós.Essa visão,embora correta,não é efetivada de modo ideal no hodierno brasileiro,posto que há entraves quando o tema é a doação de órgãos no país. Ainda que o número de doadores tenha ascendido nos últimos anos,a quantidade continua sendo insuficiente para mudar substancialmente a criticidade do quado enfrentado.Tal conjuntura se edifica, essencialmente,pela inoperância governamental exemplificado nos hospitais e na mídia,bem como pela ausência de sentimento empático dentro da sociedade.Logo,é fulcral que haja medidas capazes de mitigar o problema que permeia a nação.

Em princípio,urge analisar dois fatores que,somados,promovem a permanência do impasse.Nesse contexto,a falta de informações críveis sobre as etapas do procedimento de transplante,advém,em muito,de uma postura governamental errônea,visto que projetos a fim de promover elucidação ao povo brasileiro, por meio de propagandas midiáticas,beiram a inexistência.Aliado a isso,as estruturas hospitalares pedem socorro.Isto é,o baixo investimento em aparelhos específicos e a deficiência de profissionais especializados com o transporte dos órgãos,tornam-se obstáculos para um cenário ideal. Assim,sabendo que o Sistema Único de Saúde (SUS) atende 96% dos transplantes,de acordo com o Ministério da Saúde,é vital que haja mais valorização do órgão.Portanto,é imperioso que o governo forneça incentivos para os hospitais do país com o objetivo de zelo para com os cidadãos brasileiros.

Em segundo lugar,o ser humano deixa de promover a empatia na contemporaneidade.Conforme Krznaric,filósofo australiano,a empatia é um antídoto.Ou seja,esse sentimento,segundo Krznaric,é capaz de combater e corrigir mazelas.Contudo,a sociedade se encontra,cada vez mais,hiper individualista,onde o sofrimento do próximo não atinge suas decisões.A partir desse panorama,é necessário a dissolução dessa conjuntura através de projetos que fundamentem o senso empático na modernidade brasileira.Desse modo, a sociedade conseguirá dissociar o quadro problemático atual.

Em síntese, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar tal cenário.Desse modo,o governo,aliado ao Ministério da Saúde e a indústria midiática,deve promover campanhas, com cunho informativo e elucidativo,por meio da mídia,com vistas a esclarecer a população sobre o assunto,bem como incentivar a solidariedade interpessoal.Além disso, os mesmos órgãos devem incentivar,por meio de verbas,os hospitais nacionais,objetivando melhorias estruturais,tornando,assim,mais veloz e eficaz as coletas dos órgãos.Dessa forma,dissolvendo tais impasses, garantir-se-á o combate da problemática e,o pressuposto de Quick, tornará presente no cenário brasileiro.