Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 31/05/2020

Em 1954,o médico norte-americano Joseph Murray realizou o primeiro transplante bem-sucedido, transplantando um rim doado por um irmão gêmeo do receptor. Nesse contexto,apesar da doação de órgãos se mostrar importante,pois salva inúmeras vidas,ainda enfrenta desafios,como a forma de autorização e a negligência estatal,quanto à informar a população.

Em primeiro lugar,é perceptível que na maioria das vezes a doação de órgãos é impedida pelos familiares do possível doador,devido ao momento de fragilidade.Nesse sentido,a série “Grey’s Anatomy” retrata esse cenário, tendo em vista que a série médica se passa em um hospital cirúrgico,assim, em vários episódios, pacientes apresentam morte cerebral e a família é indagada quanto à possível doação e negam o pedido por não saberem lidar com isso,devido à dor. Sob essa análise,o fato das pessoas não poderem decidir legalmente se querem ser doadores é um impasse para o processo e precisa ser mudado.

Em segunda análise, é notável que o Estado não informa a população acerca da impotância e do processo de doação como deveria. Diante disso,a Constituição Federal de 88,em seus artigos 5º e 6º garantem, respectivamente, o direito à vida e à saúde. Dessa forma,é dever do Estado fazer o possível para manter a população saúdavel e informar sobre a doação de órgãos é uma forma. Sob esse viés, a displicência estatal se mostra um desafio a ser enfrentado para que mais pessoas sejam doadoras.

Portanto, mediante ao exposto urge que o Ministério da saúde, por meio de um projeto de lei,crie um documento de identificação para registrar pessoas que desejam doar seus órgãos e apenas em último caso a família deverá decidir,a fim de respeitar o momento de fragilidade da família e garantir mais doadores. Ademais,o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais,deve fazer campanhas por meio das mídias sociais, a fim de informar a população acerca da impotância,quantas vidas poderão ser salvas por um doador e quantas pessoas se encontram na fila de transplante,para mobilizar a sociedade a doar cada vez mais.