Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 08/06/2020

O documentário “Quanto tempo o tempo tem”, retrata a forma em que costumamos reagir por imediatismo, devido à rápida propagação de informações nas redes sociais. No cenário brasileiro atual, observa-se que os familiares optam por não doar os órgãos da pessoa perdida, pelo medo do julgamento daqueles que o cercam em sociedade, segundo o jornal “O Globo”, cerca de 50% das famílias negam a doação. Nesse sentido, desenvolve-se um grande descontentamento daqueles que estão há anos na fila de espera por um órgão. Dessa forma, o problema persiste na má influência midiática, que descumpre o seu dever de combater a desinformação e falta com o seu telespectador sobre o assunto em questão.

Primeiramente, o silenciamento da mídia dificulta a visibilidade da doação de órgãos atualmente. Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Orgãos), cerca de 6 mil pacientes foram diagnosticadas com morte cerebral no Brasil e apenas 1.800 das famílias autorizaram as doações. Nesse viés, o número de pessoas na fila de espera acumula-se, o que pode levar a muitos óbitos. Além disso, apesar de existir um bom funcionamento institucional quanto aos transplantes de órgãos, considerando que, ainda segundo o jornal “O Globo”, 93% dos procedimentos são feitos pelo SUS, pouco investe-se na assimilação individual acerca da importância da doação.

Por conseguinte, tratando-se da doação de órgãos, poucas famílias conseguem obter informações suficientes. De acordo com Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, logo torna-se de extrema importânica combater a desinformação. Assim, percebe-se uma irresponsabilidade com estes que precisam de uma valoriação adequada na sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao governo investir mais em propagandas, por meio de cartazes nos ônibus, nos metrôs e em exibições nos canais televisivos, com o intuito de beneficiar a doação de órgãos. Dessa maneira, o Ministério da Saúde, juntamente ao Ministério da Educação, deve tornar a doação de orgãos, assunto obrigatório nas escolas através de um projeto de lei, para que assim seja possível conscientizar crianças e jovens. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhores nas condições deste grupo.