Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 06/06/2020

Na série ‘‘Simpsons’’, mostra em determinado epsódio, o personagem Homer doando um rim para seu pai. No contraste fictício com a realidade contemporânea, o quadro atual ainda enfrenta empecilhos para o aumento da doação de orgãos. Isso ocorre pela  desinformação e resistência familiar.

Em primeiro plano, é necessário apontar a desinformação como um dos problemas.Visto que, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral. Uma das razões para recusa dos parentes em doar órgãos é a falta de conhecimento sobre o que é a morte encefálica.

Ademais, a resistência familiar é um empecilho para a execução desse procedimento. Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que no ano passado, das 6476 entrevistas familiares para autorização de doações, houve 2716 negativas, somando 42%, número que vem se mantendo praticamente constante ao longo dos anos. Segundo o escritor Franz Kafka  ’’ A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.’’. Uma das justificativas das famílias para não doarem é o fato de nunca terem conversado sobre o desejo de doar.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para consolidar um número maior de doadores de ógãos. O Ministério da Saúde (MS) deve estabelecer parcerias com a mídia e com as escolas, e promover debates em meios de comunicação nas rádios, TV e redes sociais, informando sobre o assunto e incentivando os familiares a doarem os órgãos e inserir, na grade curricular, uma matéria que discuta a importância da doação de órgãos nas escolas, a fim de aumentar o máximo o número de órgãos aptos para transplantes e informar a população sobre a importância da doação de ógãos.