Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 14/06/2020
A Constituição Brasileira, em seu artigo 5, declara: É inviolável o direito á saúde. No entanto, no cenário atual, esse poder social tem sido violado por causa dos dilemas enfrentados quanto a doação de órgãos no Brasil. Destarte, a falta de diálogo familiar sobre o desejo de ser doador somado a carência de conscientização da sociedade sobre o tema contribui para o agravo do problema.
Em primeiro lugar, é relevante ressaltar que segundo a legislação brasileira vigente, a doação de órgãos só poderá ser realizada com o consentimento familiar. Nesse contexto, infelizmente, a falta de conversa do indivíduo com os parentes sobre o desejo de ser doador influencia na recusa mais forte dos responsáveis no momento da autorização. Isso ocorre porque, os familiares desconhece a opinião do ente querido falecido sobre o assunto, logo muitos acabam optando pela recusa do ato. Em suma, como consequência, o direito á vida não é cumprido, pois muitas pessoas deixam de ser beneficiadas pela falta do transplante.
Em segundo lugar, vale salientar que 42% dos familiares não autorizam o exercício da doação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Transplante de Órgãos. Acerca disso, a falta de conhecimento da sociedade sobre o assunto, ou seja, a importância do ato e o que caracteriza uma morte encefálica , por exemplo, colabora, lamentavelmente, para a barreira no momento de permitir a doação. Em síntese, é indiscutível a pertinência de programas de informação sobre o tema, a fim de atenuar dúvidas existentes na sociedade e conscientizar o cidadão.
É irrefutável, portanto, as problemáticas presentes quanto a doação de órgãos no país. Por isso, o Ministério da saúde, em parceria com as escolas, por meio de palestras com profissionais da área da saúde, deve organizar encontros no ambiente escolar, abertos as comunidades, com o objetivo de informar sobre os benéficos dos transplantes e o que é uma morte cerebral, por exemplo. Espera-se, com isso, sanar dúvidas sobre o tema e influenciar no aumento da permissão da doação de órgãos.