Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 21/06/2020
O artigo 5º da Magna Carta brasileira de 1988 decreta o direito à vida. No entanto, tal legislação não se faz eficaz, uma vez que pessoas morrem com a não disponibilidade de órgãos no Brasil, evidenciando, portanto, a importância da doação dessas estruturas imprescindíveis à vida. Todavia, existem entraves no que diz respeito à doação de órgãos no âmbito nacional, que são: a negação por parte da família e a logística ineficiente.
Primordialmente, é evidente que muitas famílias rejeitam a doação de órgãos. Isso se deve a escassez de informação a respeito da morte ancefálica, fazendo com que muitos familiares, tomados por um sentimento de esperança, neguem a doação. Nessa perspectiva, o empresário Chiquinho Scarpa chocou a população anunciando que iria enterrar seu carro de 1 milhão de reais com o seguinte slogan: “Absurdo é enterrar coisas muito mais valiosas que meu carro: seus órgãos”. Tal ato despertou o valor da doação de órgãos, contestando a rejeição familiar a respeito disso.
Além disso, a falta de uma logística ágil e eficiente agrava ainda mais a problemática. Isso se explica pela falta de verba hospitalar que acaba prejudicando a gestão e, posteriormente, os processos logísticos que envolvem o descolamento do órgão que, se não eficaz, pode levar o indivíduo a óbito. Sob essa óptica, constata-se a importância de um gerenciamento administrativo adequado, evitando complicações no procedimento.
Verifica-se, então, a necessidade do combate aos dilemas da doação de órgãos no Brasil. Urge, portanto, que a mídia - com seu poder de influência sobre a massa -, crie uma campanha a favor da doação de órgãos chamada “Doe e salve”, por meio de influenciadores digitais que deverão incentivar os usuários a fazer esse ato solidário, com o fito de informar os internautas a respeito do assunto. Assim, o direito à vida assegurado pela Constituição irá tornar-se mais efetivo, visto que o número de pessoas a espera de um transplante diminuirá significativamente.