Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 25/06/2020
No filme, Uma Prova de Amor, Ana Fitzgerald foi concebida para ajudar a sua irmã doente, que estava na fila há anos para receber doação, e assim, em pouco tempo de vida, passou por diversas cirurgias para ajudá-la, no entanto, sem nenhum resultado. Ao passar dos anos, Ana cresce e leva seus pais a justiça, para que não tenha que doar seus órgãos, levando seus pais em desespero ao saber que sua outra filha Kate, poderia vir a óbito. Nesse viés, convertendo para a realidade, o Brasil é um dos países que menos doa órgãos no mundo, devido a fatores de tabu social e negligência estatal, de maneira que persiste a problemática atual.
Em primeira análise, no site Obto.org.br, 47% das famílias brasileiras se recusam a doar órgãos de parentes com morte encefálica. Por conseguinte, circula pelo país diversos mitos sobre a doação de órgãos, de como os médicos pode acelerar o processo de morte do indivíduo, mesmo ele já estando falecido, mas existe falta de informação à respeito disso, como também, deformar o corpo e não poder velar com o caixão aberto, entre outros fatores. E assim, o mito acaba se tornando ’’ verdade’’ entre a população, dificultando a doação de órgãos, e dando segmento a essa barreira criada.
Em segunda análise, o Filosofo Séneca enunciava ‘‘Muitas vezes uma pequena oferta, produz grandes efeitos’’. Nesse panorama, um gesto de solidariedade, pode mudar a vida de uma pessoa. Por conseguinte, para manutenção desse gesto, é fundamental recursos governamentais. Todavia, a realidade é justamente oposta, tendo em vista a má distribuição de esquipes para a função de doações de órgãos, pois esses especialistas sem encontram pelas regiões sul e sudeste, sendo escasso em outras regiões do Brasil, assim como também, a falta de investimentos aeronave, que é essencial para as transportações de órgãos. Decerto, é necessário políticas públicas para a inversão desta realidade.
Em suma medidas relevantes, são primordiais para a resolução do impasse. Cabe o Ministério da Saúde, entregar um projeto de lei na Câmaras dos Deputados, para que eles aprovem uma parcela do PIB do país, que seja direcionada aos hospitais, para que tenham mais recursos como, de médicos especializados na doação de órgãos, e também de transportes rápidos. De modo, que tenha verificações de verba para que não tenha nenhum desvio. Ademais, MS em parceria com vias midiáticas, poderiam promover propagandas sobre mitos e verdade sobre tal questão e a importância sobre o assunto entre as famílias. De forma, que assunto seja mais normalizado. Espere-se com isso, a quebra desse tabu social, e por meio disso as pessoas possam a se solidarizar de forma consciente, para que não tenhamos histórias parecidas como a de Ana e sua família.