Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 01/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante à todos os seres humanos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, os dilemas das doações de órgãos impossibilitam que grande parte dessa parcela de população desfrute desse direito na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que os favorecem.
Precipuamente, é fulcral, pontuar que a evolução dessa problemática deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerna na criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant,“no reino dos fins, tudo tem ou um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem preço, pode ser substituída por algo equivalente: por outro lado a coisa que se acha acima de todo preço, e por isso não admite qualquer equivalência, compreende uma dignidade." Devido a falta de atuação da autoridades, os problemas espalharam-se de forma calamitosa pelo país.
Outro ponto que merece atenção esta relacionado às consequências geradas por esse contexto. Dados da Polícia Federal informaram, que os acusados da “Operação Bisturi” negociavam o pagamento de quantias que variavam de US$ 6.000 a US$ 10 mil (de R$ 17,7 mil a R$ 29,5 mil). As cirurgias para a retirada dos órgãos eram feitas em Durban, na África do Sul. Os pacientes viajavam com todas as despesas pagas e, após a operação e o período de recuperação, retornavam ao Brasil. É inadmissível encarar tais fatos num país como o Brasil.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a solução dos dilemas da doação de órgãos. Dessarte com intuito de mitigar a problemática, necessita-se urgentemente que a Organização Mundial da Saúde (OMS), juntamente com os Ministérios de Saúde, criem um mecanismo para agilizar os processos de venda ilegal de órgãos, tendo como finalidade prender os envolvidos nos crimes e pondo fim no tráfico de órgãos. Dessa maneira o Brasil poderá superar os dilemas na doação de órgãos.