Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 06/07/2020
A série “Grey’s Anatomy” apresenta, ao longo de seus episódios, como o transplante de órgãos pode salvar vidas, além de mostrar as dificuldades da doação. Analogamente ao seriado, no Brasil, nota-se que o gesto de doação de órgãos não está sendo suficientemente realizado, causado pela negação das famílias e falta de estrutura médica. Nesse contexto, cabe-se analisar essas causas e suas consequências.
Em uma primeira análise, é válido destacar que o primeiro transplante de órgão foi realizado em 1964, por Joseph Murray, ação que lhe garantiu um prêmio Nobel. Entretanto, hodiernamente, a sociedade ainda não demostra conhecimento sobre o assunto, mesmo que Murray tenha aberto os caminhos há anos. Em virtude disso, os familiares não autorizam as doações, pois acreditam que o doador ainda se encontra vivo, já que -com exceção do cérebro- seus órgãos estão funcionando. Em suma, esse empasse gerado promove o desperdício de um rim ou coração e, consequentemente, corrobora para aumento das filas de espera, nas quais pessoas estão entre a vida e a morte, na esperança de adquirir uma doação.
Outrossim, a falta de estrutura médica também colabora para essa problemática. Segundo pesquisas da plataforma UOL, apenas 12% dos serviços cirúrgicos são realizados na região norte e centro-oeste, sendo o restante, predominante na região sul e sudeste. Sob esse viés, percebe-se que há uma má distribuição desses serviços, gerando, assim, desigualdade de estrutura. Desse modo, encontra-se profissionais aglomerados em certa região, enquanto há falta deles em outras partes do país, contribuindo, então, negativamente para a falta das doações e, logo, dificultando tratamentos de seres necessitados.
Em síntese, medidas são necessárias para incentivar as doações de órgãos. Portanto, é mister ao Governo (por intermédio do Ministério da Saúde) criar projetos informativos, como propagandas , com o fito de disponibilizar conhecimento sobre os processos de doação e, logo, enfatizar a importância desse gesto. Ademais, cabe também ao Governo construir centros hospitalares, em regiões carentes deles, oferecendo o necessário, em termos de tecnologia, para a realização de transplantes. Em conclusão, a união desses gestos irá normalizar a doação e, por fim, aumentar os números de doadores.