Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 10/07/2020

A lei de transplantes de Órgãos, de 1997, foi um grande avanço para as pessoas com insuficiência orgânica terminal e crônica. Visto que, possibilitou o aumento da disponibilidade de órgãos e tecidos para essas. Entretanto, a falta de conscientização das famílias, responsáveis por autorizar o transplante do falecido, aliada com a ausência de campanhas de incentivo por parte do governo, têm contribuído para os baixos índices de doações. Tal fato precisa, urgentemente, ser revertido, pois, só assim poderia-se proporcionar uma vida mais humana aos dependentes de transplante.

Antes de tudo, é importante destacar que, em 2001, houve uma reformulação na lei de doação. Essa mudança fez com o que as famílias passassem a decidir, até então todo brasileiro era considerado doador, pela doação ou não. Tal ação fez com o que os números de trasplantes realizados diminuíssem drasticamente, pois dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2015, apontam que 43% das famílias rejeitaram a doação. Diante disso, fica claro a falta de consciência dessas sobre a importância vital deste ato de cidadania, que é a doação.

Ademais, a inércia por parte do governo federal é outro agravante para essa situação. Porquanto, a ausência de campanhas nos veículos de imprensa, nas escolas e universidades fazem com que a população fique à margem do assunto, contribuindo para este trágico fato, que é a falta de participação da sociedade na contribuição dos transplantes de órgãos no País. Essa situação é um triste fato para as mais de 30 mil pessoas que estão na fila de espera por um transplante no Brasil, conforme  o jornal G1.

Diante do exposto, é necessário que o Ministério da Saúde tome medidas para aumentar a participação e conscientização da população na doação. Isso deve ocorrer por meio de campanhas nas mídias, além de palestras nas escolas e universidades. Pois, agindo assim, proporcionaria-se melhor qualidade de vida para as mais de 30 mil pessoas na lista de espera e possibilitaria uma sociedade mais justa e solidária para todos.