Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/07/2020
Em 1954, o primeiro transplante vital bem sucedido foi realizado por Joseph Murray, dando início aos processos de doação de órgãos, capazes de salvar vidas. Entretanto, a falta de investimento governamental inibe o avanço dessa área, visto que a falta de conhecimento e de estrutura hospitalar, se tornam os principais agentes da problemática.
Em primeiro lugar, é pertinente trazer dados do Ministério da Saúde, os quais apontam que 42% dos familiares negam a autorização para a doação de órgãos por causa da falta de informação prévia sobre a vontade do doador e do procedimento realizado, uma estatística alarmante visto que existem 41266 pessoas à espera de um órgão para sobreviver.
Ademais, a falta de estrutura hospitalar contribui para a problemática. Segundo uma entrevista feita pelo jornal folha de São Paulo, o entrevistado Renato Gomes, da Adote (Aliança pela doação de órgãos e tecidos), afirma: “Muitas vezes o médico não notifica a morte encefálica porque sabe que não terá leito para mantê-lo”, comprovando o descaso do governo para com a população, e, sabendo que a cidadania consiste na luta pelo bem-estar social, a indignação vem tomando conta da população.
Dito isso, para combater o dilema da doação de órgãos, são necessárias alternativas concretas que tenham como protagonistas o Ministério da saúde e a mídia. O Ministério da saúde, por seu caráter complementar, deverá promover campanhas explicativos com a presença de médicos especializados para esclarecimento de dúvidas, bem como investir e priorizar a saúde pública, capacitando médicos e tornando os hospitais acessíveis para realização de tais procedimentos; a mídia, cunho oracular, deverá veicular campanhas de divulgação por meio de intervalos comerciais e jornais. Essa medida tem como objetivo incentivar as famílias a aceitarem a doação de órgãos daqueles que têm declarada a morte encefálica. Somente assim, tirando os empecilhos, construir-se-á um brasil melhor.