Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/08/2020
Em 1954, o médico Joseph Murray realizou o primeiro transplante de órgão vital na história da humanidade. Desde então o ato cirúrgico vem ganhando forças e esperanças para diversas pessoas portadoras de órgãos condenados necessitando a substituição por outro funcionante para sua sobrevivência. No Brasil 38 mil pessoas estão na fila de transplante (Associação Brasileira Transplante de Órgãos ABTO-2017). Apesar do empoderamento e medidas que o ato criou ao decorrer dos recentes séculos, a fila apresenta grande, muitos chegam ao óbito aguardando. Sua extensão remete a empecilhos no processo de captação, assim como paradigmas mitológicos. A doação de órgãos e tecidos no país, decorre a partir de uma série de protocolos legalizados com equipe qualificada, testes confirmatórios, de morte encefálica, permissão familiar, posição na fila, proximidade do transportado devido o tempo de isquemia suportada por cada órgão. Falhas constantes são encontradas nesse sistema impedindo a realização da rotina de extração da estrutura a ser transplantada. O filósofo utilitarista John Stuart com seu princípio da maior felicidade, traz a reflexão sobre o ato de fazer o bem ao invés de causar sofrimento. Neste sentido convém salientar a importância da desmistificação na oferta de um organismo, visto que mitos são potentes causadores pela aglomeração na listagem. Análogo a isso a série Outlander trata uma enfermeira do século XX que viaja ao século XVIII e enfrenta contextos da época, quais a superstição possuem o poder de alterar o futuro entre acontecimentos bons ou ruins, impedindo atos medicinais por serem vistos com olhar maligno, considerados como práticas inadequadas e blasfemadoras conforme a crença que perpetua até o século XXI, a qual viabiliza equívocos culturais como medicina pecaminosa, pressupostos errôneos criados pela população tende a impedir a colaboração com a técnica de salvamento. Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também qualificadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a temática. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos alertando sobre as reais condições da questão. O Ministério da Saúde deve atuar em pauta através de palestras abrangendo a nação, a fim de conscientizar a população sobre os prejuízos à humanidade.