Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 20/08/2020

De um lado, uma pessoa sendo enterrada com todos os órgãos. De outro, o fim iminente por falta de uma doação. Essa é a triste realidade brasileira quando o assunto em questão é a doação de órgãos. Nesse contexto, não há dúvida que há imensos obstáculos para que a doação de órgãos no Brasil seja efetiva, o qual ocorrem devido à negligência governamental e indiferença social.

Primeiramente, cabe salientar que a negligência governamental é um empecilho para a doação de órgãos na sociedade brasileira. No contexto nacional há poucas campanhas que desmistificam e incentivam a doação de órgãos. Nesse sentido, a população não contribui para o salvamento de vidas. Prova disso são os baixos números de doadores de órgãos no Brasil.

Ademais, convém salientar que a indiferença social é um obstáculo para o aumento do número de doadores de órgãos. Na atual conjuntura, os indivíduos brasileiros não tem interesse em ajudar o próximo através da doação de órgãos, tal realidade advém da falta de empatia e ignorância acerca do procedimento médico a ser realizado. O cenário em questão desencadeia no desperdício de órgãos que poderiam ser usados para salvar uma vida, mas foram enterrados.

Fica evidente, dessa forma, que há entraves para a doação de órgãos no Brasil. Para reverter esse quadro urge que o Ministério da Saúde em conjunto com a mídia promovam a desmistificação acerca da doação de órgãos, por meio de campanhas educativas. Essa medida tem o intuito de incentivar a doação de órgãos, o que aumentará o número de doadores e de vidas preservadas. Desse modo, uma família enlutada será capaz de gerar alegria ao próximo ao possibilitar a salvação de uma vida.