Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 27/08/2020

A série espanhola “Vis a Vis” narra a vida da detenta Soledad Nunez que possui problemas cardiovasculares, o que faz com que ela passe muito tempo na espera por um transplante de coração.Nesse sentido, a série reflete na atual sociedade brasileira, em que os desafios em torno da doação de órgãos ainda são muitos.Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da negação familiar, mas também devido à falta de infraestrutura na saúde nacional.Destarte, fica evidente a necessidade de discutir as causas e consequências da problemática.

Em primeira análise, o sociólogo Èmile Durkheim diz que o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido.Nessa perspectiva, a negação familiar é um grande empecilho, já que se precisa da autorização da família para doar os órgãos do falecido e em muitos casos de morte cerebral, por falta de informações sobre o assunto e ignorância, a família cria esperanças da pessoa se recuperar e opta por não doar.Faz-se indispensável, portanto, a dissolução da conjuntura.

Ademais, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos(ABTO), 70% dos órgãos doados não são utilizados a tempo e são descartados.Nesse viés, é notável que a falta de infraestrutura na sociedade brasileira contemporânea é outro agente que dificulta o transplante de órgãos, visto que muitos órgãos que poderiam ser utilizados para salvar vidas são descartados  pela ineficácia da saúde governamental.Sob tal ótica, esse cenário desrespeita princípios importantes da vida social e precisa mudar.

Em suma, é preciso de medidas que atenuem os dilemas do transplante de órgãos. Com o intuito de amenizar essa controvérsia, o Governo Federal, entidade responsável por garantir o bem-estar da comunidade, deve produzir o aumento de rendas investidos na saúde nacional para melhorar a infraestrutura dos hospitais públicos, com intuito de que todos os órgãos doados sejam utilizados por pessoas que precisem do transplante.Assim, os dilemas em torno da doação de órgãos não será mais uma realidade na sociedade brasileira.