Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 27/10/2020
É inegável que, de acordo com o escritor irlandês Oscar Wilde, “ a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Tal reflexão pode ser correlacionada aos entraves do processo de doação de órgãos. Esses obstáculos são suscitados à proporção que há recusa familiar e estrutura nefasta dos hospitais em relação ao transporte de órgãos. Deste modo, é imprescindível que medidas sejam estabelecidas a fim de mitigar esse descaso no Brasil.
A priori, cabe ressaltar que , em consonância com o dramaturgo George Shaw , “o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”. Tal perspectiva associa-se aos impactos, como o aumento na lista de espera de receptores para a realização de transplante, em razão da recusa familiar em relação à doação de órgãos, uma vez que é a família que determina a autorização da retirada de tecidos e órgãos do óbito. Essa negação está associada à atenuação de conscientização sobre o procedimento , pelo governo, e também está vinculada ao preconceito devido à falta de informação sobre o receptor. Diante disso, vê- -se que , de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 42% das famílias recusaram a retira de órgãos em 2018.
Outrossim, conforme o Ministério da Saúde cerca de 90% dos transplantes de órgãos são realizados pelo Sistema Único de Saúde , possibilitando, pro conseguinte, exames preparatórios para o procedimento. Todavia, é válido ressaltar que a lista de espera para a realização desse procedimento é extensa e , isso, é resultado do processo de isquemia, ou seja, a duração mínima que o órgão, como coração, consegue ficar fora do corpo, proporcionando vantagens, apenas regionais, haja vista que, pro exemplo o coração consegue ficar fora do corpo pro 6 horas. Isso é acarretado pela falta de infraestrutura nos transportes dos hospitais, a fim de facilitar o deslocamento a longas distâncias. Dessarte, é fundamental que intervenções sejam estipuladas com o intuito de minimizar essa problemática. Dessa forma, é essencial que o Ministério da Saúde, em concrescência com a mídia televisiva, divulgue propagandas com o fito de alertar a população sobre a importância de salvar vidas por meio da doação de órgãos reduzindo, por coseguinte, a lista de espera para o transplante. Ademais, é fulcral que o Governo providencie aos hospitais modais de transportes, como helicópteros , para o descolamento de órgãos para outras regiões do país. Desta maneira, ter-se-á o aumento da realização de transplantes no país.