Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 26/10/2020

O Brasil apresenta uma baixa taxa de doação de órgãos, o que leva a um grande número de pessoas na fila de espera para um transplante. Uma das principais causas que impedem que as pessoas liberem os órgãos do parente falecido ou até mesmo os seus para doação é o fator religioso. A doação no país vem diminuindo, diferentemente da procura que continua com altos índices. Nesse sentido, é necessário discutir as principais formas para controlar essa situação e logo aumentar o número de doações.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que muitas pessoas necessitam de transplantes, porém, como não há quantidade suficiente para todas, as filas de espera são enormes devido a dificuldade para encontrar um doador compatível. Muitas pessoas passam anos para conseguir realizar a cirurgia, já outras acabam morrendo devido a demora para achar um doador compatível. Por isso, muitos pacientes recorrem aos traficantes para compra ilegal de órgãos, vindos de diferentes lugares do mundo.

Em segundo lugar, o fator religioso dificulta muito a doação de órgãos. Muitas vezes a religião é usada como um dos fatores não doar, mesmo que a maioria das doutrinas não se posicione contra tal prática. Muitas até a incentivam, tratando-a como uma demonstração de amor e respeito ao próximo. A crença em Deus, porém, alimenta a esperança da família de que um milagre possa acontecer para que o quadro de saúde do ente querido se reverta.

Dito isso, o Governo Federal juntamente ao ministério da Saúde deve fazer parceria com canais de televisão, para que sejam realizados comerciais informativos visando a conscientização de uma maior parte da população. E cabe ao estado investir em programas e em palestras dentro das escolas, a fim de que as crianças e adolescentes possam conversar com seus pais para que assim eles possam pensar no assunto de se tornarem doadores. Para assim aumentar o maior número de doações de órgãos, fazendo com que a atual situação do país tente ser controlada.