Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 20/10/2020
De acordo com a constituição de 1988, todos possuem direito à vida. Porém, quando se observa as dificuldades sobre a doação de órgãos, percebe-se a falta de proatividade do governo e a falta de conhecimento da população, acerca do assunto.
A princípio, a inércia do governo em implementar projetos de lei que facilitem o processo de doação, é um dos principais problemas. Segundo a lei, o cidadão não possui o direito de realizar em vida a sua vontade de poder doar após o seu óbito. Após a este ocorrido, a responsabilidade está totalmente ligada com a família, o que pode dificultar a doação.
Vale ressaltar, que as dúvidas da população na segurança do procedimento está diretamente ligada a falta de conhecimento da sociedade sobre a doação. Além disso, a desinformação da população é consequência da inexistência do assunto em constante pauta em Instituições formadoras de opinião, o que exercita ainda menos a empatia.
Conclui-se, que é imprescindível que o Ministério da Saúde, em conjunto com o Poder Legislativo, crie projetos de lei que visem mitigar essa problemática, os quais possibilitam maior autonomia ao indivíduo para optar em vida pela doação de seus órgãos após a morte, a fim de facilitar o decurso de órgãos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação(MEC) criar, por meio de verbas governamentais, políticas públicas que promovam publicidades que informem a população da importância da doação de órgãos e da segurança do procedimento. Somente assim, será possível aumentar a empatia da sociedade.