Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 31/08/2020

Atualmente, por causa do avanço da medicina, a doação de órgãos é uma prática mundial, no entanto, estereótipos criados nos séculos anteriores acerca desse tema, perduram visões negativas até hoje, como a concepção de que só o falecido pode doar. Com isso, por ano, diversos cidadãos são diagnosticadas com morte encefálica no Brasil, porém menos da metade doa seus órgãos, por indecisões entre a família. Diante disso, o problema está relacionado a falta de conhecimento sobre o assunto, sendo causado por: conflitos familiares e pouca divulgação.

Disto decorre que, por lei, a doação de órgãos somente é concedida com a autorização da família após confirmação de morte encefálica. Pois, é ela que define que a retirada pode ser realizada se dois médicos constatarem morte cerebral, além do consentimento familiar. Concomitantemente, pessoas necessitadas passam por um processo de encaixe e reconhecimento dos profissionais responsáveis, de acordo com a necessidade do paciente, a fim de dependendo o grau do problema, entrar em uma lista de espera ou também chamada lista de transplante.

Nesse viés, o vice coordenador do Spot-HC diz: “É uma questão que gera conflitos dentro do seio familiar”. Assim, muitos especialistas acreditam que vai além de uma autorização familiar, envolve também questões étnicas, pois na morte encefálica, as funções do cérebro não funcionam mais, porém por crenças, algumas famílias acreditam que poderá acontecer um milagre, por as outras partes do corpo estarem funcionando. Assim, para Maria Cristina Massarolo, professora do Departamento de Orientação Profissional da Escola de Enfermagem, a carência do fornecimento de informações para a população, é o que causa essas oposições, e completa: “As pessoas precisam de mais do que motivação para isso. É necessária toda uma educação relativa à doação de órgãos”.

Em suma, os conflitos entre a família e a falta de divulgação, estão relacionadas. Tendo em vista que, o Ministério da Saúde deve criar e incentivar políticas públicas em hospitais de todo o Brasil, que promovam campanhas de orientação e motivação em vídeos, cartazes, propagandas na televisão entre outros, que por meio da mídia pode alcançar públicos de todas as idades. Por conseguinte, o Ministério da Educação deve incentivar as escolas para execução de projetos voltados para esse tema, desde infantil, para que possam crescer com o discernimento sobre o assunto. Logo, as atitudes deve ser tomadas, a fim de salvar vidas de diversos brasileiros, além da compreensão do corpo social.