Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 31/08/2020

Com o advento da 4º Revolução Industrial, as esferas sociais sofreram diversos avanços principalmente na área da saúde. Com isso, possibilitou-se que procedimentos delicados, como a doação de órgãos, fossem aprimorados e incentivados. No entanto, tal ação ainda se mostra ineficiente, o que denota causas geradas pela escassez de infraestrutura como também a falta de informação sobre o assunto.

Inicialmente, vale salientar a negligência governamental com relação a qualidade da oferta de serviços destinados as pessoas que se encontram na lista de espera. Segundo a Associação Brasileira de Doação de Órgãos ,70% da oferta disponível não é utilizada no prazo limite. Dessa forma, demonstra-se que a falta de recursos humanos e materiais influencia diretamente nesse processo.

Além disso, a desinformação acerca dessa procedimento ocasiona insegurança para realização da mesma, o que acaba desestimulando a prática da empatia. Tal fato, é motivado devido a ausência de discussões e orientações sobre a importância da doação de órgãos para a vida de quem está em situação de risco. Paralelo a isso, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda explica o ideal personalista trazido pelos colonizadores ibéricos no qual os interessas individuais se sobressaem em relação ao bem comum.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que visem atenuar essa problemática. Dessarte, cabe ao Governo Federal dar o devido suporte as instituições de saúde que realizam tais procedimentos, por meio de investimentos destinados as mesmas. Outrossim, o Ministério da Educação deve informar sobre essa pauta através de campanhas publicitárias em mídias virtuais, afim de fomentar as doações. Com essas ações, possibilita-se um maior engajamento social para esta causa, permitindo o desenvolvimento da saúde do país.