Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 31/08/2020

Ao longo da história do Brasil, mais especificadamente nos períodos da colônia e império, o trafico de escravos negros esteve presente até a sua abolição. Entretanto, atualmente, ocorre o processo conhecido como tráfico de órgãos, no qual as pessoas vendem seus órgãos ou são raptadas com o intuito de terem os seus removidos. Dessa forma, faz-se necessário ações governamentais voltadas para o combate a essa prática ilegal e o incentivo à doação a partir da sensibilização.

Em uma análise inicial, é lícito afirmar que o combate ao tráfico de órgão é de suma importância afim de garantir o acesso, independente da condição financeira, ao transplante cirúrgico. Uma vez que, de acordo com dados do Ministério Público Federal, o Brasil é um dos países que se destacam na venda de órgãos ao redor do mundo. Fazendo com que, pessoas de menor renda aguardem em longas filas, ou venham a falecer, pois estes que poderiam ser doados, são na realidade vendidos.

Outro aspecto ser destacado, é o fato de que número de transplantes realizados no Brasil cresceu 64%, comparando-se os anos de 2004 e 2014, de acordo com o site Agência Brasil. Nesse sentido, é evidenciado que as atuais campanhas de incentivo à doação tem gerado bons resultados. No entanto, estes ainda não são suficientes para suprir a demanda nacional.

Portanto, para se combater o tráfico de órgãos e incentivar as doações, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a criação de forças policias especializadas nesse crime, por meio da realização de concursos públicos, mas também ao Ministério da Saúde, sensibilizar a população a respeito da importância da doação, através da criação de mais campanhas publicitárias, especialmente nas redes sociais, já que estas possuem uma grande abrangência. Feito isso, a doação de órgãos poderá vir a ser mais comum, ajudando mais pessoas.