Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/08/2020
Na obra fílmica “Uma prova de amor” é retratado a história de uma garota que se chamava Kate que sofria de leucemia e possua poucos anos de vida. O médico sugeriu aos pais que tentassem um procedimento médico ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate, os pais aceitaram a proposta, e assim que nasce Anna doam sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Diferente do filme, hoje tem se tornado bastante complicado a autorização familiar e o tráfico de órgãos. Diante disso, se faz necessário analisar a autorização dos procedimentos e o tráfico de órgãos.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a autorização familiar tem aumentado, porém a recusa ainda é grande. As pessoas deixam de se comprometerem a causa por falta de informação, por religiosidade e até mesmo pela integridade corporal. Muitas pessoas se negam a praticar a doação porque acreditam que o corpo deve continuar inviolável, mesmo após a morte. Além disso, a falta de comunicação entre os familiares, faz com que a família desconheça a vontade do ente querido.
O tráfico de órgãos ainda é um assunto bastante preocupante diante da sociedade. Segundo a declaração do coordenador de operações especiais de fronteiras da polícia federal, o delegado Mauro Sposito diz que o tráfico de órgãos é o terceiro crime organizado mais rentável no mundo, perdendo apenas para os tráficos de drogas e armas. Trata-se de um crime que envolve quadrilhas especializadas e pessoas desesperadas pela vida, que muitas vezes por não haver outra opção buscam meios ilícitos para conseguirem viver.
Dessa forma, é importante que a mídia, trabalhe com diversas campanhas publicitárias sobre a necessidade da doação de órgãos. E é fundamental que o Ministério da saúde intensifique as campanhas, por meio de palestras em hospitais e unidades básicas de saúde, informando a população de como é feito o procedimento da retirada dos órgãos. Cabe também ao Ministério da justiça, buscar julgar de modo eficaz as prisões preventivas, amenizando a formação de criminosos dentro das prisões.