Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/08/2020
Em 1964 ocorreu o primeiro transplante de órgão no Brasil, quando um rim foi transplantado no Rio de Janeiro. Nesse sentido, a doação de órgãos tornou-se mais recorrente na atualidade devido a sua importância, visto que uma pessoa pode ajudar a salvar até 25 vidas. Em contrapartida, ainda é necessário superar os desafios que impedem que a doação seja mais eficaz, pois as famílias enfrentam uma série de dilemas éticos para decidir o que fazer com o ente recém-perdido. Desse modo, torna-se premente que as campanhas governamentais devem ser mais recorrentes nos meios midiáticos para abordar esse assunto e deixar evidente a importância de um doador.
Em primeira análise, a doação de órgãos e tecidos é o ato responsável pela remoção de órgãos e tecidos do corpo de uma pessoa que recentemente morreu ou de um doador voluntário, com o intuito de transplantá-lo ou fazer um enxerto em outras pessoas vivas. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de doadores subiu de 13,5 por milhão de pessoas para 14,2 por milhão, no entanto, ficou abaixo da meta proposta pela associação para 2014, que era de 15 por milhão. Em consequência disso, a menor quantidade de órgãos disponíveis faz com que cada vez mais a lista de espera fique maior, e assim, menos vidas sejam salvas.
Ademais, há a ocorrência de diversos dilemas antes da aprovação do transplante de órgãos, sendo um deles a família, pois mesmo com a ocorrência de morte cerebral, eles não aprovam que sejam retirados os órgãos. Isso foi relatado em dezembro de 2018 pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), uma vez que a taxa de não autorização familiar manteve-se em 43%. Além disso, outro dilema que é possível citar, é sobre a questão da religião, sendo um dos pontos mostrados no episódio da série Grey’s Anatomy, pois um paciente precisou de um coração transplantado, mas sua mãe não deixou a cirurgia ocorrer, já que a sua religião não permitia.
Depreende-se, portanto que a ocorrência da doação de órgãos seja mais recorrente. Dessarte, o Ministério da Educação deve realizar projetos e campanhas sobre a importância do transplante de órgãos, e assim, despertar o interesse nos jovens nas suas futuras decisões, bem como incentivar seus responsáveis, e assim, salvar mais vidas. Isso pode ser feito por meio de investimentos financeiros do Governo Estadual para a realização dos projetos educacionais. Em paralelo, o Ministério da Educação deve aumentar a ocorrência de campanhas que visem a distribuição de informações de forma mais lúdica e clara sobre a relevância desse ato, podendo ser feito com o auxílio de meios midiáticos, como a televisão, redes sociais e programas de rádio municipais, e assim, mais pessoas ficarem cientes sobre esse assunto.