Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 01/09/2020

Foi em 1954 que ocorreu o primeiro transplante de um órgão humano vital bem sucedido, realizado pelo médico cirurgião Joseph Murray nos Estado Unidos. Esse feito foi muito importante na história da humanidade, pois possibilitou que inúmeras vidas fossem salvas até atualmente. Contudo, no Brasil a doação de órgãos para transplante ainda é uma causa com pouca visibilidade.

Segundo dados de janeiro a junho de 2018 da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, existem mais de 30 mil pacientes em lista de espera para receber transplante no Brasil. Esse índice torna visível que muitos brasileiros ainda permanecem anos em listas de espera para receber determinado órgão, mas nem sempre todos resistem, apesar de haver muitas doações no país, o número ainda não é capaz de suprir a demanda. Além disso, o Ministério da Saúde realiza inúmeras campanhas para doação, contudo há muitos preconceitos sociais que podem impossibilitar a doação.

De acordo com o artigo quatro da lei número 9.434 de 1997, a retirada de órgãos de pessoas falecidas para transplantes deve ter a autorização de cônjuge ou parente. Essa legislação garante que sejam respeitadas as crenças do falecido e os princípios da bioética. Entretanto, devido a falta de informação e de uma abordagem médica, muitos familiares não permitem a doação que poderá salvar vidas. Diferente da situação ocorrida em novembro de 2019 com a morte encefálica do apresentador Gugu Liberato os familiares permitiram a doação de seus órgãos.

Portanto, torna-se evidente a importância em trazer visibilidade para a doação de órgãos. Faz-se necessário que o Ministério da Saúde incentive as pessoas a doação de órgãos por meio de um auxílio financeiro para doadores a fim de aumentar o número de doadores.Ademais,o Ministério da Saúde deve trazer visibilidade para a causa através de palestras nas escolas para que assim os jovens tenham conhecimento no assunto.E que no futuro a doação de órgãos salve muitas vidas.