Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 31/08/2020

O filósofo francês Jean-Paul Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria responsável. Todavia, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerte à questão da doação de órgãos. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas a falta de informação e a recusa familiar.

Deve-se pontuar, de início, que a falta de informação, configura-se como um grave empecilho no que diz respeito a doação de órgãos, nesse contexto, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada. Assim, trazer a pauta esse tema e debate-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Além do mais, uma outra dificuldade enfrentada é a questão da negativa familiar. Visto que, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, em 2018, 43% das famílias recusaram a doação de órgão de seus parentes após morte encefálica aprovada. Tendo assim, um dos principais motivos para está recusa são a não compreensão do falecimento do ente querido.

Portanto, é preciso que as escolas e universidades, em parceira com o Ministério da Educação, promovam um espaço de rodas de conversas e debates sobre a doação de órgãos. Tais eventos podem ser ocorridos em períodos extraclasse, com a presença de especialistas no determinado assunto. Ademais, esses eventos deverão ser abertos à comunidade a fim de que a população também tenha acesso e compreenda questões relacionadas ao tema e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de doações.