Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 04/09/2020
Segundo a lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à dificuldade para o aumento de doação de órgãos no Brasil, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: falta de conhecimento e formação familiar.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de conhecimento presente na questão. Sob esse viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma das causas do problema: se as pessoas não têm acesso à informação genuína sobre os processos de doação de órgãos, seu ponto de vista será limitado, o que dificulta a erradicação do problema.
Outrossim, a formação familiar ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. De acordo como o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidade humanas. Por essa ótica, a barreira gerada por fundamentos errôneos sobre o ato de doar apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que impede o seu extermínio por forças externas, já que a adversidade encontra-se dentro das casas dos brasileiros e estende-se por uma longa linha do tempo.
É evidente, portanto, que tais entraves necessitam ser solucionados. É fundamental a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual, pelo Ministérios da saúde, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas mídias sociais e televisivas sobre a adoção de órgãos, de modo a abordar informações verídicas, visando quebrar paradigmas socialmente alimentados. Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.