Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 11/09/2020

Desde o início da Terceira Revolução Industrial, com os avanços de tecnologia e pesquisa, a medicina vem evoluindo e melhorando cada vez mais, como é o caso das práticas de transplantes e doações de órgãos. Entretanto, apesar dos progressos no Brasil, há também suas falhas em algo tão importante para salvar vidas. Tais problemas são a necessidade de autorização parental e a precária infraestrutura hospitalar.

Primeiramente, de acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, em média, 50% das famílias de pessoas com morte encefálica - que é quando ocorre a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro - se recusam a doar os órgãos do falecido. E um exemplo é as pessoas religiosas, que insistem em crer em um milagre, cientificamente comprovado não existir, o que afeta diretamente as mais de 40 mil pessoas precisando de um órgão para viver.

Em segunda análise, conforme o site jornalístico Globo, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo porém, com desigualdade social e falta de investimentos governamentais para o SUS (Sistema Único de Saúde). Visto a concentração das doações de órgãos em grandes centros urbanos, enquanto em outras regiões não possuem recursos, já que muitos hospitais não tem interesse no procedimento por demandar prejuízos.

Portanto, fica claro que o sistema de doação de órgãos no Brasil precisa de atenção. Para que ocorra uma melhora, é imprescindível a atuação do Ministério da Saúde - setor responsável pela administração da saúde pública no país - com a implantação de médicos especializados na área em todas as regiões, principalmente em hospitais mais carentes. De modo que todos os indivíduos à espera de uma doação sejam atendidos, a fim de que os dilemas da doação de órgãos sejam combatidos.