Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/09/2020

Doação de órgãos é um ato nobre que a pessoa por conta própria, manifesta a vontade de doar órgãos e tecidos a fim de salvar outras pessoas. Porém, esse ato de tamanha nobreza ainda encontra algumas barreiras e empecilhos, e é necessário que o governo se junte com a sociedade para combater tal situação.

Segundo o Ministério da Saúde o Brasil teve um crescimento de 7% em transplantes de 2017 a 2018, mas infelizmente, esse aumento ainda não supre a necessidade da fila de quem está esperando por um órgão. A desinformação sobre os protocolos de doações ainda é um dos principais motivos que corrobora essa circunstância, as pessoas não são devidamente orientadas em relação as doações. Além do mais, destaca-se a falta de comunicação entre os possíveis doadores e seus familiares, no que diz respeito a doação, pois muitas pessoas ainda consideram esse assunto um tabu.

Adicionalmente a essa conjuntura, observa-se a falta de estrutura de coleta, transporte e transplantes dos órgãos, uma distribuição desigual dos centros, pois muitas vezes a lentidão desse processo acaba por gerar consequências irreversíveis como a morte de pessoas que estão a espera de um órgão.

Diante de tal situação, é necessário que o Ministério da Saúde crie campanhas de divulgação de informações sobre o transplante de órgãos, para conscientizar e orientar as pessoas sobre as doações, por intermédio de canais televisivos, Internet, e outros meio midiáticos. Além disso, é de suma importância que o Conselho Federal de Medicina, psicologia e  enfermagem formem profissionais mais preparados para lidarem com as famílias dos possíveis doadores, por meio de palestras e debates a fim de instruir os familiares. Somando-se a essas medidas, é essencial que as Universidades formem profissionais mais especializados em transplantes, com intuito de diminuir o tempo e melhorar a logística dos órgãos que são transportados para que que não haja o falecimento desses órgãos.