Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/09/2020

No filme “Sete Vidas”, o personagem principal comete suicídio para salvar a vida de outras sete pessoas por meio da doação de órgãos. Porém, na realidade, essa é uma situação delicada e repleta de dilemas. A fim de encontrar compreende-la, é preciso analisar os impasses - sejam eles administrativos ou sejam familiares.

Em primeira análise, deve-se considerar os motivos ligados à situação familiar. A maior parte das pessoas que nega a doação o faz por ignorância quanto aos processos. Os médicos não explicam detalhadamente o que seria a morte encefálica, então muitos ainda têm esperança na melhora de seus entes queridos. Além disso, a religião é um fator importante. Existe um senso comum de que a maioria delas é contra o ato. Todavia, isso é falso, pois a maioria absoluta apoia a ação. Por fim, também é necessário atentar ao apego à estética e à matéria.

Em segunda análise, percebe-se as questões administrativas. Atualmente, de acordo com o site do Ministério da Saúde, o SUS é responsável por 90% dos transplantes realizados no Brasil, os quais são completamente gratuitos as famílias. Isso é um grande viabilizador e facilitador da operação. Entretanto, existe um baixo aproveitamento dos órgãos doados. Em razão do país ter uma área muito grande, a logística é extremamente complicada. É sabido que os órgãos tem um tempo útil até a realização do procedimento e, muitas vezes, são perdidos no caminho por causa da dificuldade ou atraso do transporte.

Em suma, vê-se como é urgente a melhoria das condições e o aumento das informações para que esse procedimento seja realizado com segurança. É necessário que o Ministério da Saúde, responsável pelo bem-estar da população, aumente o número de veículos, como de helicópteros ou de jatos, a fim de findar a defasagem temporal. Além disso, por meio de campanhas midiáticas constantes e uma melhor preparação de profissionais de saúde, é necessário conscientizar a população para que tudo seja feito de um modo seguro e consciente