Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 05/10/2020
De acordo com a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), o Brasil se encontra na segunda posição dos países que mais fazem essa cirurgia. Apesar disso, a demanda por órgãos a serem transplantados é muito maior do que a quantidade disponível. Essa situação provoca morte e o sofrimento de milhares de pessoas.
A desinformação sobre o procedimento de transplante é responsável por causar medo e receio das famílias. A religião se tornou um empecilho na doação de órgãos, já que, muitas doutrinas acreditam na vida após a morte, e de alguma forma o procedimento atrapalharia isso.
A burocracia também é um obstáculo, os órgãos só poderão ser doados se uma pessoa sofrer de morte cerebral, atestada por dois médicos, sendo um deles neurologista. Para receber, é necessário estar na lista de espera e preencher os requisitos necessários. Há o risco de o corpo rejeitar, por isso o procedimento conta com diversos riscos e cuidados.
O número de doadores cresceu 90% em seis anos, mas melhorias não são percebidas. O problema acerca disso é a falta de infra estrutura hospitalar, muitos aparelhos não conseguem funcionar como o esperado, seja pela qualidade ou pela falta de manutenção, acarretando na invalidação do órgão, o que influencia diretamente na qualidade do tratamento.
Deste modo, o Ministério da Saúde deve investir mais em hospitais, de forma que mais médicos estejam preparados para realizar o transplante, além de usar a mídia com o objetivo de fazer campanhas de incentivo à doações. O Ministério da Educação, desempenha um papel fundamental, pois nas escolas os professores deveriam orientar e conversar com os alunos, mostrando o quão importante e necessário é doar órgãos