Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 06/10/2020

O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de órgãos e tecidos de um paciente a outro. No entanto, é um assunto muito problematizado, haja vista que a doação só poderá ser realizada com a autorização dos parentes, e isso envolve a negação pela perda, dúvidas do sistema ou até a falta de conhecimento pelo assunto em questão. Em virtude disso, evita-se de salvar vidas na fila de espera pela falta de conscientização das famílias acerca do processo de doação.

Em primeira análise, dados divulgados pela ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos – mostram que em 2012 mais de 6 mil pacientes morreram diagnosticados com morte encefálica, porém, apenas 1800 delas se tornaram doadores. Isso acontece devido a precariedade de informação no sistema de saúde, pois se todos tivessem informação da ação, muitas vidas poderiam ser salvas na fila de espera.

Dado o exposto, os dados que recorrem em certamente todas as enfermarias responsáveis de realizar o processo cirúrgico, é de que o número de pacientes na fila de espera é mais que o dobro de possíveis doadores. Destarte, muitos pacientes antes de seu falecimento esclarecem a vontade de ser doador, se sua decisão fosse respeitada, não haveria tantas vidas perdidas, já que uma pessoa pode salvar uma e até oito indivíduos, segundo o site da ABTO.

Tendo em vista os aspectos supracitados, o maior vilão do fator doação de órgãos é a falta de informação, por isso se faz necessário por parte do governo e das mídias a maior divulgação do tema, explicando como o processo é realizado, quais órgãos pode-se doar, ate quantas pessoas podem ser salvas e mostrar o quanto é importante o respeito da decisão do paciente pela família para a realização do procedimento. É preciso acabar com a indecisão e dúvida, é necessário se colocar no lugar do outro.