Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 06/10/2020
No filme “Sete Vidas”, o personagem principal comete suicídio para salvar a vida de outras sete pessoas por meio da doação de órgãos. Porém, na realidade, essa é uma situação delicada e repleta de dilemas. A fim de encontrar compreende-la, é preciso analisar os impasses – sejam eles administrativos, sejam eles familiares.
Em primeira análise, deve-se considerar os motivos ligados à situação familiar. De acordo com o jornal O Globo, a maior parte das pessoas que nega a doação o faz por ignorância quanto aos processos. Os médicos não explicam detalhadamente o que seria a morte encefálica, então muitos ainda têm esperança na melhora de seus entes queridos. Além disso, é necessário atentar ao apego à estética e à matéria. Uma grande parcela da população acredita que as cirurgias são feitas de qualquer jeito, já que o paciente faleceu. Porém, elas são feitas com o cuidado e procedimentos normais e indicados. Logo, vê-se que existe uma comunicação falha dos hospitais com a sociedade.
Em segunda análise, percebem-se as questões administrativas. De acordo com o site do Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por 90% dos transplantes realizados no Brasil, os quais são completamente gratuitos as famílias. Isso é um grande viabilizador e facilitador da operação. Entretanto, existe um baixo aproveitamento dos órgãos doados. É sabido que os órgãos tem um tempo útil até a realização do procedimento e, muitas vezes, são perdidos no caminho por causa da dificuldade ou atraso no transporte.
Em suma, vê-se como é urgente a melhoria das condições e o aumento das informações para que esse procedimento seja realizado com segurança. É necessário que o Ministério da Saúde, responsável pelo bem-estar da população, aumente o número de veículos, como de helicópteros ou de jatos, a fim de findar a defasagem temporal. Isso deve ser feito por meio de uma parceria com empresas de aviação privadas e por meio de compra de novos modais, para um panorama mais seguro para todos.