Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 06/10/2020

Muito se discute sobre a necessidade da doação de órgãos no Brasil. Dessa forma, é preciso salientar que o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza gratuitamente cerca de 95% desses procedimentos, de acordo com o Ministério da Saúde (MS). Entretanto, percebe-se que a falta de diálogo com a família sobre o desejo da oferta do órgão, bem como a desinformação, dificulta que o sistema hospitalar consiga 100% dos transplantes precisos, mesmo que grande parte seja feita de forma gratuita.

Nesse contexto, nota-se como a falta de diálogo com os pais ou responsáveis é fatal para que não ocorra a transferência da parte corporal. Pelo fato da Legislação Brasileira não possuir uma lei que determine sobre doação de órgãos, cabe à família auxiliar e incentivar uns aos outros sobre a importância da doação, e como uma vida depende e pode ser salva com tal ato. No entanto, o conservadorismo de vários núcleos familiares impossibilita tal discussão entre os integrantes, inviabilizando a transferência, e assim, deixando cerca de 30 mil pacientes que precisam do transplante à mercê da sociedade, de acordo com o G1.

Outrossim, é nítido como a desinformação sobre a morte cerebral ou sobre a doação de órgãos prejudica a vida das pessoas. Em conformidade com a série norte-americana ´´ Grey´s anatomy`` , pelo fato da família não acreditar que a morte cerebral é algo irreversível, o desejo do paciente de realizar o transplante não foi honrado e ele acaba falecendo. Analogamente, um dos principais motivos para que não ocorra a doação de órgãos no país é pelo fato da falta de conhecimento da morte encefálica como algo permanente, de acordo com a Agência Brasil. Além disso, a ausência de diálogo por parte das instituições sociais, como a escola, para apoiar a causa do transplante confronta com a evolução da saúde e medicina.

Diante do exposto, a família, principal instituição social, deve encorajar seus filhos à realizarem a doação, por meio do diálogo, com o intuito de ajudar aqueles que precisam. Ademias, a escola, principal meio educacional, deve alertar os seus alunos sobre a morte encefálica, mediante palestras, com a finalidade de desmistificar os pensamentos errôneos sobre o assunto. Portanto, ao realizar tais ações, a doação de órgãos no país será 100% efetiva.