Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 15/01/2021

Segundo a Agencia Brasil, o número de transplante de órgãos no país cresceu 63,8% nos últimos dez anos. Embora esta seja uma considerável conquista, a doação de órgãos ainda encontra sérios entraves na sociedade tupiniquim. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do silenciamento e base educacional lacunar.

Em primeira análise, o silenciamento da questão mostra-se como um dos desafios à resolução da questão. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para um problema como os dilemas da doação de órgãos seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada -seja por questões políticas, culturais ou religiosas-. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a base educacional lacunar. Para Kant, o homem é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange aos impasses existentes no processo de doação de órgãos, percebe-se a forte influência dessa causa, uma vez que a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema, pois não está trazendo às salas de aulas conteúdos que ajam na resolução da questão.

Portando, medidas são necessárias para mitigar o impasse. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com as prefeituras, promovam eventos, palestras e rodas de conversa extraclasse para promover o debate sobre a importância da doação de órgãos -visto que atividades lúdicas tem imenso poder transformador-. Ademais, tais atividades devem contar com a presença de especialistas no assunto, a fim de esclarecer absolutamente todas as dúvidas à respeito da problemática.