Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 18/10/2020

Segundo o filósofo Albert Schweitzer, não devemos nos contentar em falar de amor para o próximo, mas sim praticá-lo. Desse modo, o ato de doar órgãos para aqueles que necessitam é como uma prova de amor ao próximo, uma vez que os desafios para doação de órgãos no Brasil são muitos, dentre eles: a falta de confiança na equipe médica do transplante e a pouca disponibilidade de órgãos para realizar o processo.

Primeiramente, vale ressaltar a não confiança nos médicos como um dos desafios para doar órgãos no Brasil. No entanto, a “Bioética” é o termo que surgiu no âmbito científico que visa, principalmente, correlacionar as prática científicas com campo da ética, evitando métodos que possam ocasionar quaisquer danos à vida dos seres vivos. Portanto, é importante que as pessoas confiem nos profissionais de saúde e nos seus métodos de realização do transplante, para que, dessa forma, vidas sejam salvas e a fila de espera reduza significativamente.

Além disso, tem-se a pouca disponibilidade de órgãos como um dos fatores que influenciam no aumento da fila de espera para um transplante. Visto que, segundo o artigo científico publicado no site Scielo - A doação de órgãos: a lei, o mercado e as famílias- o número de órgãos disponíveis é insuficiente para cobrir as necessidades médicas e as listas de espera crescem em todo o mundo. Nesse contexto, pode-se citar a falta do conhecimento quanto à importância de doar órgãos como contribuinte para o agravamento dessa crise de saúde pública, já que muitos desconhecem o valor de tal ação e sua influência na vida de muitos.

Por fim, visto a importância de doar órgãos e reduzir os desafios existentes, cabe ao Estado -em conjunto ao Ministério da Saúde e às mídias sociais- enfatizarem e divulgarem o papel do médico e do ato de doar órgãos como principais influenciadores no processo de salvar vidas, por meio de projetos e divulgações nas redes sociais que mostrem os métodos éticos realizados e ressaltem os pontos positivos para aqueles na fila de espera, com a finalidade de ampliar a confiança da população nos profissionais de saúde e incentivar as pessoas do ato imprescindível de doar órgãos.