Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 22/10/2020
Na série norte-americana “Grey’s Anatomy”, estreada em 2005, são retratadas em muitos episódios as dificuldades enfrentadas pelo hospital Seattle Grace, nos processos de doação de órgão. Distanciando-se das cenas dos seriados, a questão dos desafios gerados pelo dilema da doação de órgãos é análoga também na sociedade brasileira, sendo gerada não só pela falta de informações sobre os benefícios para com a saúde do próximo e do país, as também pela omissão estatal. Nessa lógica, para que os problemas que dificultam a doação de órgãos sejam combatidos, são necessárias medidas governamentais e informacionais.
Em primeiro lugar, é importante salientar que a falta de informações sobre a importância da doação gera um país com pouca mobilidade. Segundo o filósofo inglês John Stuart Mill – grande economista britânico- afirmou que sobre seu próprio corpo e mente, o homem é soberano. Analogamente, o pensamento do escritor é viável na contemporaneidade, porém, o indivíduo esquece, muitas vezes, que suas decisões e de sua família sobre o seu corpo poderiam contribuir ajudar outras pessoas a terem uma qualidade de vida melhor, e pela falta de conhecimento sobre as doações muitos órgãos como rim, pulmão, coração e pânqueas – as doações que mais acontecem – são desperdiçados. Em síntese, a falta de conhecimento de cooperatividade gera uma sociedade negligente com outros indivíduos.
De outra parte, cabe frisar que a omissão estatal gera dificuldades no combate aos dilemas de doações de órgãos. De acordo com a Carta Magna de 1988, a busca por uma sociedade justa, livre e solidária no artigo 3* é assegurada. Similarmente, no Brasil, essa ação vem sendo pouco efetuada na prática, visto que as poucas ações do Poder Público em cumprir com o seu dever de órgão governamental em promover as devidas mudanças e informações para a sociedade a respeito de como uma doação pode mudar a realidades de pessoas que precisam de um novo órgão –parte da sociedade que sofre em filas de espera- para a sociedade é inexistente. Dessa forma, enquanto o papel da Constituição não for executado, o país terá um baixo crescimento civil e social.
Torna-se compreensível, portanto, a utilidade de combater os dilemas da doação de órgãos no país.Logo, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela busca do bem-estar social, deverá utilizar os meios comunicativos com propagandas, imagens e anúncios , com o intuito de informar a sociedade sobre a importância da doação de órgãos e por meio do apoio do Estado, poderão usar as unidades básicas de saúde como centros de atendimentos e de palestras para todos das comunidades locais, com tutorias para dúvidas e curiosidades sobre o processo. Dessa maneira, as doações de órgãos serão mais visíveis e a realidade da série “Grey’s Anatomy”, será oposta na sociedade brasileira.