Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 25/10/2020
De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o número de familiares que se recusam a doação de órgãos cresce em 50%. Dessa forma, os dados demonstram que o dilema da doação está presente de forma complexa na sociedade brasileira. Nesse sentido, percebe-se a configuração de um grave problema, que emerge devido questões étnicas, falta de informação, e a desconfiança em relação ao tráfico de órgãos.
Primeiramente, é preciso salientar que a família do doador é unicamente responsável por a autorização do transplante de órgãos. Com isso, suas questões étnicas e a falta de informação completa, prejudica muito a tomada de decisão. Diante disso, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre o assunto, o que contribui para a falta de conhecimento da população dificultando sua resolução.
Em segundo plano, outra causa para a configuração do problema é a desconfiança por parte da família em relação ao tráfico de órgãos. O Brasil é um dos países que está em destaque nesse tráfego ilegal, isso ocorre por a alta demanda de pessoas na fila de espera dos hospitais, em média 35 mil pessoas aguardam por um transplante. Ademais, pessoas se aproveitam dessa situação e agem com esse comércio ilegal, ocasionando insegurança nos parentes que pensam em deliberar a doação.
Por tanto, faz-se necessário uma proposta de intervenção, que ocorra por parte do governo e da própria população. Para isso o Ministério da saúde deveria investir na eficácia de leis de já existentes, e criar projetos nas mídias sociais que conscientize e informe a sociedade. Esses projetos ocorreriam por meio de palestras em espaços públicos, e propagação de informações na internet. A partir dessas intervenções, poderá se consolidar um Brasil melhor.