Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 26/10/2020
O Brasil vive uma crise em relação à doação de órgãos, visto que, segundo o jornal O Globo, as famílias não autorizam a doação em cerca de 50% dos casos. Isso acontece, em parte, porque os familiares desconhecem os processos do procedimento ou até mesmo alguns conceitos um deles é o da morte encefálica. Além disso, esta é uma pauta pouco abordada em campanhas governamentais, escolas, etc, dificultando a conscientização da população sobre a importância desse ato.
É importante destacar que uma pequena parcela das mortes encefálicas são revertidas em doação de órgãos. Apenas 1.800 doações das 6 mil possíveis são autorizadas pelos familiares dos pacientes com morte cerebral, de acordo com a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos). Dessa forma, por conta da falta de conhecimento dos mesmos acerca do processo de retirada dos órgãos, a família opta pela negação, já que não é muito comum campanhas e debates sobre esse assunto.
Apesar de existir um bom funcionamento da instituição de saúde quanto aos transplantes de órgãos, mesmo com 93% dos procedimentos feitos pelo SUS, ainda investe-se pouco na conscientização da importância da doação. são pouco pautadas nas escolas, do ensino fundamental ao ensino médio. Com isso, muitas pessoas acabam alongando sua estadia na fila de espera por transplantes, correndo risco de vida e até mesmo vindo a óbito.
Logo, Cabe ao Ministério da Educação, através da modificação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), incluir o ensino sobre o procedimento e a importância da doação de órgãos nas aulas destinadas do Ensino Médio, com intuito de aumentar a quantidade de doadores de órgãos.