Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 28/10/2020

O filme “A cinco passos de você” narra a história de dois jovens portadores de fibrose sística que estão a muito tempo aguardando um transplante de pulmão, na narrativa somente um dos dois conseguem, o outro não resiste a longa fila de espera. Nessa édige, tal filme faz alusão aos dilemas enfrentado por milhares de brasileiros que estam aguardando a doação de um novo orgão. Ademais, muitos esperam e nunca conseguem ou por que as famílias de doadores efetivos não permitem a doação ou por falta de eficiência no sitema de saúde pública. Logo, urge uma mudança.

Vale ressaltar a príncipio, que segundo a Associação Brasileira de Transplantes 43% das famílias não permitem a doação dos orgãos de seus ente queridos e a maior parte das recusas são por motivos emocionais ou pela falta de conhecimento sobre a morte efalíca. Dado o exposto, é notório que muitas recusas são feitas por que os parentes que ainda estão emocionalmente envolvidas com a sua recente perda e existe uma preocupação com a questão da preservação do corpo, que pode está atrelada a uma questão religiosa ou de como o falecido estará no dia do velório e muitas negativas se devem a falta de conhecimento sobre como é de fato a morte celebral e como ocorre todo o processo de retira e de ultilização dos orgãos. Porém é dever dos hospitais sanar essas dúvidas com um trabalho  sensível e objetivo pois o tempo nesse momento é crucial e o orgão só é retirado depois da assinatura da família, então é necessário um acompanhamento eficiente para que o orgão chegue bem ao seu destino final.

Outrossim, dados públicados pelo Ministério da Saúde afirmam que mais de 70% dos orgãos coletados não foram utilizados no ano de 2018. Diante disto, é possível afirmar que o Sistema Único de Saúde possue muitas deficiências, na sua infraestrutura e em sua rede de transporte. Por conseguinte, muitas pessoas esperam anos por um transplante, conseguem um doador compatível e por falhas nas redes de hospitais não chegam a utilizar os orgãos, isto ocorre por que muitas vezes a equipe médica que coleta o orgão demora para chegar, o transporte aéreo é muitas vezes lento e são poucos hospitais que possuem pontos de apoio para helicóptero, além da conservação do orgão que muitas vezes é negligenciada. Dessa maneira, é imprescindível uma melhoria no Sistema Único de Saúde.

Destarte, observam-se muitos dilemas na doação de orgãos. Iquestionavelmente é urgente que o Ministério da Saúde em consonância com as escolas e profissionais da área criem campanhas, por meio de palestras, workshops, propagandas e em meio escolar, que exponham a necessidade da doação de orgãos e como ocorre todo o processo. Além de tudo é indispensável maiores investimentos na rede de saúde, e deve-se mostrar depoimentos de pessoas transplantadas, com o fito de criar cidadãos mais esclarecidos, conscientes e empáticos.