Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 27/10/2020
Na década de cinquenta, ocorreu, em Boston no Estados Unidos, o primeiro transplante de órgão vital da história, conferindo ao médico responsável pelo procedimento um Prêmio Nobel de Medicina. Entretanto, em esfera nacional, tal acontecimento não é suficientemente valorizado, visto que são grandes os desafios para a doação de órgãos. Assim, a desinformação da sociedade e as ações insuficientes do Estado corroboram para a problemática.
Mormente, é válido ressaltar que existe uma grande desinformação por parte da sociedade acerca da doação de órgãos. Um exemplo disso é o desconhecimento do termo morte encefálica- falecimento das funções cerebrais, que corrobora para o baixo número de famílias que autorizam a doação dos órgãos do seu parente falecido. Dessa forma, para o que o primeiro passo da doação de órgãos - a autorização da família - aconteça, se faz necessário que termos como esses sejam amplamente difundidos nos meios sociais.
Outrossim, o Estado se mostra insuficiente nas medidas e ações tomadas referentes à problemática. Segundo a Constituição Federal, é dever do Estado garantir a qualidade de vida e dignidade da população, todavia isso não é realidade para as mais de quarentena mil pessoas que esperam na lista para transplante no Brasil. Tal cenário constitui-se em verdadeiro terror para os pacientes, já que, em muitos casos, a espera nas listas pode ser fatal.
Em síntese, o Ministério da Educação(MEC) junto ao Ministério da Saúde (MS) devem criar e difundir um número maior de campanhas educacionais acerca da doação de órgãos. O investimento para tal ação virá do Estado e será destinado a centros que atuam diretamente com a população, a fim de tornar os conhecimentos do tema mais divulgados socialmente. É dessa forma que os desafios para a doação de órgãos no Brasil serão combatidos.