Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/12/2020
A Constituição Federal brasileira de 1988 assegura a saúde como um direito inegável no país. Porém, uma grande parte dos brasileiros tem esse direito negado ao enfrentar diversos dilemas nas doações de órgãos, possuindo 45 mil pessoas na fila para transplante, segundo o site G1. Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro que esta, intimamente, ligado a desinformação da população e a precariedade dos postos de saúde.
Deve-se pontuar, de início, o papel da mídia no que se diz respeito à informação. Segundo o portal de noticias R7, o numero de doações cresceu 15% no ano de 2017. Contudo, o ex-presidente da OBTO (Organização brasileira de Transplante de Órgãos) Roberto Manfro afirma que se a população tivesse mais acesso a informação, o índice iria ser mais satisfatório. Logo, afirmando a importância do papel da imprensa na vida do individuo.
Vale ressaltar, também, a precariedade dos postos de saúde que, negativamente, afeta os que mais necessitam. O filósofo francês Michel de Montaige escreveu em um de seus ensaios sobre a importância da dedicação à saúde, introduzindo-a como algo precioso e que vale a pena o suor e trabalho dedicado para a melhora e evolução dela. Contudo, o que se averigua nos dias de hoje é um sistema com falhas e falta de recursos, com pouca capacidade para atender os doadores e receptores de órgãos.
É evidente, portanto, que há entraves para que beneficiários tenham acesso a seu bem estar. Dessa maneira, o Ministério da Saúde deve, com o auxilio de meios midiáticos, utilizar propagandas televisivas para promover campanhas que efetivamente ajudem a informar a população sobre a importância da doação de órgãos. Além disso, cabe ao poder legislativo direcionar recursos para unidades de saúde através da elaboração de leis auxiliares, afim de que ocorra o aumento de suprimentos atendendo a demanda de doações e transplantes. Garantindo, assim, o direito posto na constituição de 1988.